Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Foto: Trem Bom

Enquanto os meus conterrâneos se deliciavam com os tradicionais petiscos micaelenses, nas tascas do Senhor Santo Cristo, eu optei por matar saudades da picante comida tailandesa (e da cerveja Shinga) e da levíssima comida japonesa, numa miríade de sabores, cheiros e cores que me deixou plenamente satisfeita. O prato preferido? Beringela com molho de miso – uma das receitas que mal posso esperar para reproduzir, em casa. Por isso, meus amigos, já sabem, preparem-se para uma experiência culinária diferente, da próxima vez que me aparecerem para jantar.


Maninha às 11:34 | | Partilhar

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Foto: Jean Nouvel: Valerio Mazzenotti para o NY Times

Segundo o arquitecto francês Jean Nouvel, recentemente anunciado como o próximo galardoado com o Pritzker: “O papel do arquitecto na sociedade é agir como intérprete dos seus movimentos. Escutando as suas tendências, mutações históricas, culturais, sociais e ambientais, a sua missão é transcrevê-las para uma linguagem poética.”

Ao tentar estabelecer um paralelo entre a afirmação de Nouvel e que tem sido feito, em termos arquitectónicos, na ilha de S. Miguel, só me ocorre pensar que ou alguns arquitectos não sabem interpretar os movimentos da nossa sociedade ou desconhecem em absoluto o significado de linguagem poética, contribuindo, com os seus inenarráveis mamarrachos para corromper a natureza e a identidade desta (ainda) bela ilha.

O mais recente exemplo? O Hotel Casino de Ponta Delgada, um caixote hiperdimensionado e agressivo que bloqueia a vista da serra de Água de Pau a quem circula na Calheta. É o progresso, dizem-me ! No entanto, qualquer pessoa medianamente inteligente sabe que o desenvolvimento assente na construção descontrolada é um conceito ultrapassado, pelo menos em sociedades onde os interesses económicos não se sobrepõem aos de preservação do ambiente. Deve ser por isso que insistimos em continuar atrasados e em adoptar comportamentos de há vinte anos. No futuro, toda essa gente que tem cometido barbaridades em nome de um determinado “progresso” vai acordar e perceber que este não devia ter sido feito à custa da destruição do nosso património natural. O problema é que vai ser tarde, demasiado tarde.


Maninha às 18:38 | | Partilhar

Domingo, 20 de Abril de 2008
Retirado de www.random-good-stuff.com
"O orgasmo é bom, mas só pelos dez segundos mais vale comer um gelado."
Marta Crawford, sexóloga.


Maninha às 19:04 | | Partilhar

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Things Fall Apart, Sarah Sze, Instalação no SFMoMA, 2001.

Não, não me suicidei nem estou, sequer, deprimida como o poema da semana passada dava a entender. Também não fui de férias para um país tropical, embora me apetecesse imenso fugir destes pavorosos dias húmidos e chuvosos de S. Miguel; tampouco me casei ou fiquei noiva, o que seria, na verdade, uma impossibilidade, face à minha repulsa em relação a compromissos desse tipo. A verdade é que tenho estado ausente da blogosfera por um motivo bem mais elementar e plausível. O ecrã do meu computador deu o berro. Pifou. Morreu. Feneceu. Finou-se. E deixou-me desorientada. E, sobretudo, limitada. Agora, dependo da bondade dos outros para conseguir escrever umas parcas linhas. Uma situação caótica e frustrante que espero não ter de suportar por muito mais tempo. Até lá, aceito donativos para ajudar a financiar a substituição do dito.



Maninha às 11:52 | | Partilhar

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Por mera coincidência, comprei dois livros da Cavalo de Ferro – A Ponte Sobre o Drina de Ivo Andric e Tudo o Que Sobe Deve Convergir de Flannery O’Connor –, que li em simultâneo, não por hábito ou cagança, mas por o primeiro ter uma temática tão maçadora que tive de o intercalar com uma leitura mais apelativa. Qualquer um dos dois ficou aquém das minhas expectativas, não pela qualidade da escrita, que é óptima, em ambos os casos, mas pela qualidade da revisão, que, inexplicavelmente, deixa passar alguns erros, sobretudo ortográficos e de pontuação, de gravidade variável, que comprometem a boa leitura, umas vezes por mera irritação, outras por dificuldade de compreensão. É o caso de: “A primeira ideia da ponte destinada a tornar-se realidade, nascera, naturalmente confusa e nebulosa, na imaginação (...)”, na página 17 de A Ponte Sobre o Drina, e de “Este chapéu ficava-me melhor do que qualquer dos outros, embora quando a logista o trouxe (...)”, na página 13 de Tudo o Que Sobe Deve Convergir. Apesar de não ser absolutamente uniforme e consensual a utilização da vírgula, é certo que nunca se pode separar o sujeito do predicado com a dita cuja, logo, esta não devia existir entre “realidade” e “nascera”. É certo, também, que o proprietário de uma loja é um lojista, com j, e não com g, como está grafado no texto do livro em questão. Claro que uma revisão excelente seria o mais desejável, o que não iliba, porém, o tradutor da sua parte de culpa. Resta-me, apenas, acrescentar, que a tradução de Tudo o Que Sobe Deve Convergir esteve a cargo de uma senhora que apareceu, recentemente, num programa televisivo... a dançar muito mal!


Maninha às 16:28 | | Partilhar

Terça-feira, 1 de Abril de 2008

“(...) este é um jogo de estratégia; o jogador deve conduzir as apostas de modo que os adversários apostem o máximo de fichas, e percam. O factor sorte não é imprescindível - é possível ganhar com cartas péssimas e perder com óptimas cartas”. O Livro Verde do Póquer de Phil Gordon.

Nada como aliciar um homem com a perspectiva de sexo imediato para o ter completamente rendido, em poucos minutos. É a melhor jogada que uma mulher pode fazer, se o objectivo for, apenas, usufruir de umas horas de prazer. Mas, nestes tempos de hiper facilitismo e mega concorrência, não basta conhecer as regras do jogo. O factor rapidez é, também, uma prerrogativa fundamental para uma mulher descomprometida que queira ter uma vida sexual activa, já que os homens interessantes são, cada vez mais, uma espécie em vias de extinção. Por isso, não há tempo para jogos de sedução intermédios, por mais estimulantes que possam ser. Chegou a hora do póquer puro e duro, onde vale tudo para ultrapassar as adversárias e ganhar um bom corpo para a cama. E quer-me parecer que estou a precisar de imprimir mais velocidade ao meu sistema de apostas.



Maninha às 15:25 | | Partilhar

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